modalidades
canoagem


A Para-Canoagem teve a primeira apresentação no Campeonato do Mundo de sprint em 2009 no Canadá, com o nome de Paddleabillity, e em 2016 tornou-se na mais recente modalidade Paralímpica, com a inclusão no programa dos Jogos do Rio de Janeiro.

Na Para-Canoagem as provas são disputadas por dois tipos de embarcações: caiaque (K) e Va’a (V), numa pista de 200 metros. As regras e regulamentos são exatamente iguais à canoagem regular. É uma disciplina da canoagem para atletas com deficiência motora. Para serem elegíveis para a prática, os atletas têm de apresentar uma das seguintes quatro características:

  • Limitação ao nível da potência muscular;
  • Limitação ao nível da amplitude de movimento;
  • Amputações
  • Paralisia cerebral (apenas quando competem em Va’a)

sistema de classificação desportiva


O sistema de classificação baseia-se na capacidade funcional dos atletas para pagaiar e para aplicar força na tábua de apoio dos pés, ou no assento, para impelir a embarcação. Esta classificação depende do tipo de embarcação utilizada.

Assim, nas provas realizadas em caiaque temos:

KL1: Atletas sem funcionalidade ou funcionalidade muito reduzida ao nível do tronco e sem funcionalidade nos membros inferiores. Necessitam de um assento com um encosto alto na embarcação;

KL2: Atletas com funcionalidade parcial ao nível do tronco e dos membros inferiores e com movimento dos membros superiores limitado durante a pagaiada. Embora com capacidade para se sentarem, podem necessitar de um encosto especial;

KL3: Atletas com funcionalidade ao nível do tronco e funcionalidade parcial nos membros inferiores e com movimento dos membros superiores limitado durante a pagaiada. Embora com capacidade para se sentarem, podem necessitar de um encosto especial. Com capacidade para se sentarem no Va’a mantendo o tronco numa posição ereta, são capazes de usar, pelo menos, um membro superior durante o movimento de pagaiada.

  • V1: Atletas com ou sem funcionalidade ao nível do tronco e sem funcionalidade nos membros inferiores. Necessitam de um assento com um encosto alto na embarcação; ou Atletas com a funcionalidade afetada nos dois membros superiores; ou Atletas com paralisia cerebral (classe 4 da CPISRA).
  • V2: Atletas com funcionalidade parcial ao nível do tronco e membros inferiores e com movimento dos membros superiores limitado durante a pagaiada. Embora com capacidade para se sentarem, podem necessitar de um encosto especial; ou Atletas com a funcionalidade afetada nos dois membros superiores.
  • V3: Atletas sem comprometimento ao nível do tronco e com funcionalidade parcial ao nível dos membros inferiores, e com movimento dos membros superiores limitado durante a pagaiada. Capazes de sentar no Va’a mantendo o tronco numa posição ereta e capazes de usar, pelo menos, um membro superior durante o movimento de pagaiada; ou Atletas com a funcionalidade afetada nos dois membros superiores.

Para obter mais informações sobre a modalidade visite:
http://www.canoeicf.com/icf/Aboutoursport/Paracanoe.html