+ DESPORTO ≠
o projeto


O projeto “+ DESPORTO ≠” é uma aposta de relevância estratégica da FPDD com um horizonte temporal previsto para aplicação de 8 anos: 2017 – 2024.

objetivos


1. Aumentar a oferta desportiva
Estratégias a adotar:
• Implementação das modalidades de Polybat e Râguebi em cadeira de rodas;
• Criação de sinergias com centros médicos de reabilitação, instituições e clubes, para a inclusão destas modalidades nas suas ações;
• Formação específica nestas duas modalidades para os técnicos envolvidos no projeto;
• Aquisição de material específico.

2. Aumentar a prática e o número de praticantes desportivos com mobilidade reduzida
Estratégias a adotar:
• Identificação das zonas geográficas e entidades com potenciais praticantes;
• Criação de polos de desenvolvimento da modalidade;
• Realização de ações de divulgação das modalidades;
• Criação de sinergias com federações de modalidades (andebol, basquetebol, râguebi e ténis de mesa) visando a formulação de um quadro competitivo que permita a prática em mais do que uma modalidade.

descrição


A prática desportiva é um direito de todos os cidadãos independentemente da sua condição de deficiência ou grau de limitação. Todos deverão ter a oportunidade de escolha de uma atividade física ou modalidade desportiva, de acordo com as suas preferências pessoais e que melhor se adeque às suas aspirações, capacidades, motivações e necessidades, praticando-a com fins de rendimento ou recreação. Neste sentido, a FPDD desenvolverá um projeto dirigido a uma população com mobilidade significativamente reduzida, por forma a aumentar a oferta desportiva adequada a estas pessoas, através da implementação das modalidades de Polybat e Râguebi em cadeira de rodas.

Este projeto pretende aumentar o número de praticantes e a prática de atividade física de uma população que está limitada não só pela sua mobilidade reduzida como, também, pela escassa oferta desportiva que existe atualmente vocacionada para pessoas com alguns tipos de limitações.

1. Polybat
É uma modalidade praticada sentada em oposição por dois jogadores – 1 x 1 – ou a pares por quatro praticantes – 2 x 2 – jogada sobre uma mesa de Ténis de Mesa, sem rede, com proteções laterais em todo o seu comprimento, com uma altura máxima de 10 centímetros, e com uma bola plástica tipo golfe (de iniciação), que é empurrada de um lado para o outro da mesa através do uso de pequenos bastões (tipo raquetas).

O jogo é disputado até aos 11 (jogo curto) ou 21 pontos (jogo longo) considerando-se ponto quando a bola ultrapassa o final da mesa do lado do adversário ou em caso de infração do adversário.

2. Râguebi em cadeira de rodas
O Râguebi em cadeira de rodas é uma modalidade de equipa jogada num campo com as mesmas dimensões de um campo de basquetebol; Joga-se num pavilhão desportivo com uma bola de voleibol. Cada equipa é composta por quatro elementos com limitações nos quatro membros (tetraplégicos, amputados, distrofias, entre outros) cujo objetivo é marcar o maior número possível de pontos através da passagem da linha de ponto por parte do jogador com a posse da bola, a qual tem oito metros. O jogo é composto por quatro partes, cada uma delas com oito minutos, a equipa que tiver mais pontos no final do jogo ganha.

O cronograma do projeto para 2017 foi estabelecido de acordo com os seguintes parâmetros:

Fase 0 – Levantamento das zonas geográficas e entidades com potenciais praticantes: identificação e avaliação das necessidades locais para a viabilidade da criação de um polo de desenvolvimento; identificação dos parceiros e levantamento quantitativo e qualitativo sobre as condições de vida da população com deficiência.
Fase 1 – Formação de técnicos: nesta fase, por se tratar de duas modalidades ainda não implementadas em Portugal será necessária, em primeiro lugar, a formação dos técnicos da FPDD que, posteriormente, serão responsáveis pela formação dos técnicos e professores que irão desenvolver a prática das modalidades.
Fase 2 – Implementação do projeto nos locais selecionados: divulgação das modalidades, promoção do evento junto do público-alvo, celebração de protocolos com entidades locais, aquisição de material específico para o desenvolvimento das modalidades, planeamento e dinamização de ações de demonstração e formação das modalidades.
Fase 3 – Monitorização e avaliação do projeto.
Fase 4 – Realização de um estágio nacional, com a participação de equipas internacionais.

No final do primeiro ano será efetuada uma avaliação e apresentada a proposta de cronograma para 2018 a 2020.

caracterização do público alvo


Este projeto destina-se, essencialmente, a todas as pessoas com mobilidade reduzida de qualquer faixa etária, que pretendam experimentar modalidades novas e, eventualmente, iniciar a prática desportiva regular.

Pessoas com défices cognitivos ou outro tipo de deficiências/síndromes do foro das alterações da compreensão, atenção, estimulação (ex. autismo, asperger). Estes casos são comuns na população em situação escolar (educação inclusiva), modelo que se encontra em prática no nosso país.

Identificação de infraestruturas a utilizar


Como a FPDD não possui infraestruturas próprias iremos criar parcerias com entidades que nos possam disponibilizar os espaços adequados a cada uma das modalidades. Assim, as ações do projeto serão feitas em articulação com os Centros de Medicina e de Reabilitação, Clubes, Instituições, Escolas e Federações de Modalidades, nas vertentes da divulgação e promoção das ações e levantamento de necessidades.

Em 2017, a FPDD realizou 8 ações em 4 distritos do país: Coimbra, Faro, Lisboa e Porto.

Para 2018 perspetiva-se a realização de 17 ações nos seguintes distritos: Beja, Braga, Castelo Branco, Coimbra, Évora, Faro, Lisboa, Portalegre, Porto, Santarém, Setúbal, Vila Real e Viseu.