modalidades
tricicleta


A Tricicleta nasceu na Dinamarca nos anos 1990, criada para dar resposta a pessoas com deficiência com dificuldades de equilíbrio dinâmico, cuja funcionalidade não permite a competição nas corridas de atletismo. Nesta modalidade enquadram-se pessoas com deficiência motora de origem neurológica com limitação verificáveis e permanentes ao nível do controlo motor.

É uma modalidade desportiva praticada em pista de atletismo, com benefícios terapêuticos. Modalidade em que os atletas correm com os pés, num equipamento com três rodas e três apoios.

A Tricicleta é um equipamento para correr/andar, que é constituído por 1 roda dianteira (20” ou 21”), 2 rodas traseiras (24” ou 26”), 1 selim, 1 suporte de tronco plano e anterior, guiador com ou sem travão de mão, direção dupla e veio de direção assistida.

Os atletas têm de ser classificados de acordo com as normas determinadas pela Cerebral Palsy International Sport Recreation Association (CPISRA) em que a competição é mista e as distâncias realizadas nas provas incluem os 100, 200, 400 e 800 metros.

Atualmente, em Portugal, há vários grupos de treino, em Lisboa, Fátima, Porto e Oeiras. Desde 2007 que Portugal participa em campeonatos internacionais e desde 2008 que são organizados campeonatos nacionais.

sistema de classificação desportiva


Para serem elegíveis para competirem numa prova homologada pela CPISRA os atletas têm de apresentar uma limitação da atividade motora provocada por um dos seguintes tipos de comprometimentos: hipertonia, ataxia ou atetose. Após verificação da elegibilidade para competir, os atletas são agrupados nas seguintes classes:

RR1 – Atletas com severo comprometimento nos membros inferiores e tronco e com os membros superiores moderadamente afetados. Apresentam dificuldades em isolar os movimentos articulares realizados com os membros inferiores, com um fraco controlo da passada. Não realizam um movimento cíclico e simétrico dos membros inferiores durante a marcha.

RR2 – Atletas com moderado comprometimento nos membros superiores e tronco e com comprometimento moderado a severo dos membros inferiores. Apresentam um padrão de passada curto e assimétrico, mas mais eficaz do que RR1. Pode-se verificar nesta classe um ligeiro arrastar dos pés durante a macha, com espasticidade nos membros inferiores de grau 2 ou 3 na escala Australian Spasticity Assessment (ASAS). Esta classe carateriza-se, ainda, pela assimetria, amplitude de movimento limitado e uma fraca coordenação dos membros inferiores e tronco; porém, apresentam um bom controlo dos membros superiores.

RR3 – Atletas com movimentos simétricos ou ligeiramente assimétricos ou com uma boa capacidade de produção de força nos membros inferiores e com uma capacidade de aceleração inicial de corrida eficaz. Atletas com grau de espasticidade grau 1 ou 2 na escala ASAS e com capacidade de mudar de direção e travar. O comprimento da passada é afetado por contraturas ao nível da cintura pélvica.

Para obter mais informações sobre a modalidade visite http://www.boccas.biz/, http://www.cpisra.org/, http://www.petrabike.com/ e http://www.racerunning.dk/.