modalidades
vela


A Vela foi introduzida como modalidade de demonstração nos Jogos Paralímpicos em 1996, em Atlanta e passou a fazer parte do programa nos Jogos Paralímpicos de Sydney em 2000.

A modalidade está aberta a atletas de todas as deficiências, embora nos Jogos Paralímpicos apenas se organizem provas para a deficiência motora, paralisia cerebral e deficiência visual.

Os atletas competem em três eventos mistos: prova individual, embarcação 2.4mR; prova de dois velejadores, embarcação SKUD 18; e prova de três velejadores, embarcação Sonar.

Há ligeiras modificações no equipamento e na pontuação. Os pontos são atribuídos com base na habilidade e classe SONAR para uma tripulação de 3 velejadores, o que permite a atletas de diferentes grupos de deficiência competir em conjunto. Esta modalidade desportiva é regulada pela International Foundation for Disabled Sailing (IFDS), que se tornou membro da International Sailing Federation (na altura denominada IYRU) em 1991.

As competições, denominadas de “regatas”, são percursos sinalizados com boias, feitas de acordo com as condições climatéricas, para que o atleta teste todo o seu conhecimento de velejador.

Uma competição é composta por várias regatas, ganhando o evento o atleta que tiver melhor resultado, após o somatório de todos os seus resultados nas regatas.

sistema de classificação desportiva


O sistema de classificação da modalidade baseia-se em quatro fatores – estabilidade, função manual, mobilidade e visão.

  • Classe 1 – Velejador com deficiência motora severa, quadriplegia completa ou bi-amputação acima da articulação do ombro ou um tipo de deficiência que tenha como consequência uma limitação funcional equivalente às descritas anteriormente;
  • Classe 2 – Velejador com bi-amputações acima do cotovelo, ou uma amputação acima do cotovelo e outra abaixo do cotovelo, ou um tipo de deficiência que tenha como consequência uma limitação funcional equivalente às descritas anteriormente;
  • Classe 3 – Velejadores com amputação acima da articulação do joelho e acima da articulação do cotovelo, ou bi-amputação abaixo da articulação do cotovelo, ou um tipo de deficiência que tenha como consequência uma limitação funcional equivalente às descritas anteriormente. Nesta classe também podem competir atletas com deficiência visual, classe B1 – velejadores com baixa acuidade visual, sem perceção da luz;
  • Classe 4 – Atletas com uma amputação ao nível da articulação do umbro, ou bi-amputação acima da articulação acima da articulação do joelho, ou bi-amputação abaixo da articulação acima da articulação do joelho (competem sem o uso de próteses), ou um tipo de deficiência que tenha como consequência uma limitação funcional equivalente às descritas anteriormente;
  • Classe 5 – Velejadores com uma amputação acima da articulação do cotovelo, ou acima da articulação do joelho e abaixo do joelho (competem com o uso de próteses, ou um tipo de deficiência que tenha como consequência uma limitação funcional equivalente às descritas anteriormente). Nesta classe também podem competir atletas com deficiência visual, classe B2 – velejadores com acuidade visual superior a B1 e/ou campo visual restringido a um diâmetro inferior a 5 graus;
  • Classe 6 – Velejadores com uma bi-amputação abaixo da articulação do joelho (competem com o uso de prótese), ou uma amputação abaixo do cotovelo ou um tipo de deficiência que tenha como consequência uma limitação funcional equivalente às descritas anteriormente;
  • Classe 7 – Velejadores com uma amputação acima da articulação do joelho, ou abaixo da articulação do joelho (competem sem próteses, velejadores com baixa estatura, ou um tipo de deficiência que tenha como consequência uma limitação funcional equivalente às descritas anteriormente). Nesta classe também podem competir atletas com deficiência visual, classe B3 – velejadores com acuidade visual superior a B2 e/ou campo visual restringido a um diâmetro inferior a 20 graus.

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