UMDIA – Unidade Móvel de Desporto Inclusivo e Acessível
o conceito


A Federação Portuguesa de Desporto para Pessoas com Deficiência (FPDD) tem como missão proporcionar a todos, independentemente da sua capacidade funcional, oportunidades de prática desportiva e atividade física ao longo da vida, de acordo com o nível de envolvimento desejado por cada pessoa, na sua comunidade.

Neste contexto, a FPDD pretende criar um novo projeto – a UMDIA – Unidade Móvel de Desporto Inclusivo e Acessível, que consiste em levar junto de todas as pessoas, em especial as que têm maiores dificuldades, a possibilidade de prática de atividades físico-desportivas que estimulem a educação e a inclusão pelo desporto e que contribuam para um maior conhecimento sobre a importância do desporto na inclusão social.

Esta infraestrutura desportiva móvel constitui-se como um projeto inovador em Portugal no âmbito do desporto e assenta numa conceção de proximidade de relações sócio estruturais, através da realização de atividades físico-desportivas, prestando serviço às pessoas com deficiência de todas as idades, aos técnicos de centros de reabilitação e de instituições, técnicos desportivos de autarquias, professores de educação especial, reabilitação psicomotora e educação física, técnicos e treinadores de clubes desportivos, numa ideia de criação “start and finish”, isto é, uma ação integrada que procura chegar a muitas pessoas que, dificilmente, de outro modo, teriam oportunidades de conhecer e praticar algumas modalidades desportivas e jogos que têm caráter inclusivo.

Prevê-se a presença e participação em eventos, certames, feiras e festivais, com momentos de demonstração, informação e formação, potenciando a mobilidade com a criação de proximidade, promovendo a atividade física e desportiva para todos e interagindo, principalmente, com os quatro centros regionais de reabilitação, a saber: Centro de Reabilitação do Norte – Dr. Ferreira Alves (Vila Nova de Gaia), Centro de Medicina de Reabilitação da Região Centro – Rovisco Pais (Tocha – Cantanhede), Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão (Cascais) e Centro de Medicina Física de Reabilitação do Sul (São Brás de Alportel).

A UMDIA poderá vir a ser um importante contributo para cartografar e sinalizar a procura desportiva das populações especiais e, ao mesmo tempo, relacionar essa procura com as possibilidades e capacidades infraestruturais e materiais já instaladas, aos vários níveis de intervenção em cada localidade/concelho/território, que se encontram já acessíveis pelos cidadãos diretamente visados, como programas e projetos, espaços e equipamentos desportivos municipais e escolares, públicos e privados, pavilhões e espaços polivalentes, etc., numa relação de proatividade com os diferentes atores, entidades e parceiros e agentes desportivos locais.

Será a componente dada pelo elemento mobilidade do equipamento UMDIA, que permitirá interagir e escrutinar as necessidades e ajudar a mudar atitudes e comportamentos. Estima-se uma duração mínima de cinco anos para este projeto.

OPERACIONALIZAÇÃO


A UMDIA terá dois desportos âncora: o Polybat e o Rugby em cadeira de rodas, e os Jogos Tradicionais Portugueses como complemento.

O Polybat, também chamado ténis-de-mesa lateral, foi criado e popularizado na Grã-Bretanha; é um desporto versátil, pois a adaptação do seu espetro de funcionalidade é de grande amplitude, já que pode ser acomodada a sua prática por pessoas com graus de funcionalidade diversa, a nível motor e cognitivo, adequando-se gradualmente aos fatores etários, de mobilidade e cognitivos dos públicos-alvo.

O Rugby em cadeira de rodas é uma modalidade desportiva paralímpica, direciona-se para as deficiências motoras mais acentuadas como tetraplegias, multi-amputações, sequelas de traumatismos crânio-encefálicos e acidentes vasculares cerebrais, lesões que requerem períodos de internamento e reabilitação.

Ambos os desportos procurarão dar respostas, por um lado, nos vários Centros de Medicina Física de Reabilitação existentes em Portugal continental, aos casos mais comuns de internamento, utilizando a prática desportiva como ferramenta reabilitativa, aumentando a capacitação, promovendo a sociabilização, a melhoria da autoestima e o equilíbrio psíquico e emocional durante o processo de reabilitação e, por outro, dando ao público em geral, oportunidades de terem mais informação, conhecerem as especificidades e potencialidades destas novas modalidades desportivas em Portugal, praticarem-nas e contribuir-se para o incremento do número de pessoas envolvidas no desporto para pessoas com deficiência.

Os Jogos Tradicionais Portugueses, como parte integrante do património cultural específico das diversas regiões do País, funcionarão como complemento da oferta lúdica-desportiva. São sinónimo da identidade de um povo e de uma prática cultural que se pretende manter viva e mais divulgada, em especial, junto das gerações mais novas.

RECURSOS


Parte da inovação da UMDIA está no princípio de unidade/“oficina” móvel desportiva, constituída por uma carrinha (tipo furgão), que sirva para o transporte de, pelo menos, 3 pessoas, 8 cadeiras de rodas de rugby, 2 mesas de ténis de mesa e materiais e acessórios das modalidades como bolas, cones sinalizadores, anteparas de bolas, faixas e bandas elásticas, luvas, tabelas de Polybat, bastões, têxtil desportivo, coletes, jogos tradicionais, bem como outros equipamentos e ferramentas diversas de apoio, mesas e cadeiras retráteis, material informático e audiovisual.

A carroçaria do veículo UMDIA estará decorada com vinil, contendo imagens apelativas alusivas às duas modalidades e ao projeto. Um toldo e um avançado em projeção com mensagens promocionais, banners e displays completarão a personalização do espaço, num Sport Spot envolvente.

A responsabilidade pela sua operacionalização é do Departamento de Desporto da FPDD.

CONCLUSÃO


A UMDIA procurará ser o epicentro do acontecimento, esteja num centro de reabilitação, numa autarquia, escola, espaço/equipamento desportivo, pavilhão de feira, etc..