DESPORTO COM BICAS É INCLUSÃO
o projeto


A FPDD dará continuidade ao Projeto “O Bicas na Escola” de 2015 e 2016, com algumas adaptações que culminarão no Projeto para 2017 e 2018 denominado “Desporto com Bicas é Inclusão”.

Este novo projeto surge da experiência de dois anos de implementação do projeto “Bicas na Escola”, que nos foi orientando para a necessidade de uma intervenção mais holística na comunidade onde é realizada a ação, no que diz respeito ao desenvolvimento da prática desportiva para pessoas com deficiência.

Neste sentido, a FPDD está a envolver as escolas, colocando as crianças e jovens com necessidades educativas especiais (NEE) como foco da nossa intervenção, e também os municípios e parceiros locais.

Com o objetivo de ir ao encontro do nosso público-alvo, as escolas de referência terão especial atenção, uma vez que facilitam a identificação e localização de crianças e jovens com deficiência.

Assim, além de se divulgar as várias possibilidades de prática de atividade física e captar novos praticantes, é nosso objetivo proporcionar atividades formativas a técnicos e professores (Educação Física e Ensino Especial) no âmbito do desporto adaptado.

Pretendemos ir além do meio escolar e intervir junto dos municípios através de ações de sensibilização para criação de estruturas de apoio à prática desportiva, permitindo que a pessoa com deficiência tenha acesso a uma prática de atividade física e desportiva regular e de qualidade, sentindo-se incluída na comunidade.

A estrutura de cada ação dependerá de um diagnóstico prévio, visando o conhecimento da realidade local ao nível da disponibilidade de infraestruturas desportivas, oferta desportiva local pré-existente, nível de envolvimento do município e dos restantes parceiros locais (como garantia de continuidade no tempo e de sustentabilidade do projeto) e realidade social das pessoas com deficiência ou incapacidade.

Continuamos a apostar na imagem do “Bicas”, a mascote da FPDD, como forma de simbolizar o movimento desportivo das pessoas com deficiência, sendo um elemento que apelará à participação de todos, independentemente das suas características.

áreas de atuação


A FPDD propõe:

  • A formação de professores e técnicos desportivos no âmbito do desporto adaptado e das modalidades específicas para pessoas com deficiência, promovendo a identificação das barreiras ao acesso e o conhecimento das adaptações possíveis;
  • A formação de outros técnicos no âmbito da comunicação, da orientação e do apoio às atividades da vida diária;
  • A criação de um banco de empréstimo de material desportivo, para suprir necessidades materiais indispensáveis à prática das modalidades;
  • A implementação de dias de desporto para todos, nos quais a população escolar será desafiada a experimentar atividades físicas onde estejam incluídos todos os alunos;
  • A monitorização e acompanhamento de atividades regulares no seio das estruturas locais que pretendam estender e usufruir das mesmas – se tido como adequado, enquadramento institucional e apoio à criação de clubes e grupos de praticantes;
  • A sensibilização para a cooperação entre os serviços de saúde, ação social e educação locais, adotando uma interpretação lata de “desporto” e de “incapacidade”, sob uma perspetiva global nos níveis social, cultural e biológico (maturação e desenvolvimento, envelhecimento e estilo de vida).

O faseamento do projeto está estabelecido de acordo com os seguintes parâmetros:

Fase 0 – conceção: reconhecimento da realidade local e avaliação das necessidades, identificação dos objetivos, destinatários e viabilidade das diferentes ações: identificação dos parceiros, levantamento quantitativo e qualitativo sobre as condições de vida da população com deficiência e suas famílias, angariação de voluntários locais, modalidades a desenvolver, compromisso de envolvimento de concelhos limítrofes para maior projeção, identificação de parceiros de promoção;

Fase 1 – planeamento: divulgação e promoção do projeto junto do público-alvo, celebração de protocolos com entidades locais, formação à distância de voluntários, preparação das ações, distribuição de tarefas e elaboração do cronograma;

Fase 2 – implementação: primeiro momento de intervenção no local através da realização de ações de formação, palestras, demonstração e experimentação das várias atividades;

Fase 3 – monitorização da continuidade: segundo momento de intervenção no local através da realização de um ou dois dias de desporto para todos, com a dinamização de momentos competitivos e recreativos;

Fase 4 – avaliação do impacto do projeto nas realidades locais em conjunto com participantes e parceiros, para aferição da viabilidade de aprofundamento.

Posteriormente à intervenção, a FPDD pretende dar assessoria para a instalação de clubes e desenvolvimento de grupos/equipas de desporto escolar, fomentando a adaptação de práticas e mudanças nas políticas de inclusão locais, com o objetivo de estimular a prática desportiva.

Neste sentido, a FPDD promove formação creditada para treinadores e professores (em articulação com o IPDJ, INR e Ministério da Educação), integrando as ANDD’s, clubes, federações unidesportivas e a estrutura nacional e locais do Desporto Escolar, como forma de dar resposta às especificidades técnicas das modalidades contempladas.

Procuramos a promoção da capacitação na área desportiva, pretendendo igualmente desenvolver a componente social, nomeadamente a integração e a socialização numa perspetiva de partilha de experiências e empoderamento da pessoa com deficiência.

Em 2017, a FPDD realizou 9 ações em 5 distritos do país (Angra do Heroísmo, Coimbra, Guarda, Évora e Leiria), dando primazia às regiões do interior do país e ilhas onde a prática desportiva em geral e o desporto adaptado em particular, se encontram menos desenvolvidos. Cada intervenção desenrolou-se durante dois a três dias e contemplou o desenvolvimento de atividades diversas, no âmbito da sensibilização, formação e demonstração de diversas modalidades desportivas específicas e adaptadas, bem como da consciencialização para as condições de vida das crianças e jovens com deficiência e incapacidade.

Para 2018 perspetiva-se a realização de 9 ações nos distritos de Aveiro, Bragança e Portalegre.